13 de set de 2010

Transtorno de Compulsão Alimentar

A compulsão alimentar é um transtorno alimentar em que um indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma vez só, ou belisca constantemente, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto.

Ao contrário dos bulímicos, quem come compulsivamente não faz uso de purgantes laxativos ou provoca o vômito depois de comer em excesso, nem pratica exercícios em excesso na tentativa de queimar calorias. A compulsão alimentar pode ocorrer em pessoas de qualquer sexo, raça, idade ou classe socioeconômica. Como quem sofre do transtorno de compulsão alimentar fica engordando e emagrecendo o tempo todo, ou se torna clinicamente obeso, esses pacientes ficam vulneráveis a contrairem uma grande variedade de doenças. Infelizmente, não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva, mas existe uma variedade de opções de tratamento que podem ser exploradas quando o transtorno é diagnosticado.


Quem sofre do transtorno de compulsão alimentar consome grandes quantidades de comida de uma só vez ou come constantemente durante um determinado período (por exemplo, durante uma festa de aniversário ou de madrugada) mas não usa laxantes e nem provoca o vômito depois. O transtorno de compulsão alimentar é habitualmente reconhecido por outros devido aos hábitos alimentares de um indivíduo como:
- Ingerir uma quantidade excessiva de comida, mesmo quando não tem fome;
- Comer até se sentir desconfortavelmente cheio ou mesmo agoniado;
- Esconder hábitos alimentares devido a vergonha ou embaraço;
- Esconder comida para episódios de voracidade;
- Esconder embalagens vazias ou caixas de alimentos e gerar lixo em excesso;
- Beliscar ou comer constantemente enquanto houver comida disponível;
- Comer quando está sob pressão ou se sente psicologicamente diminuído;
- Sentir-se subjugado, envergonhado e/ou culpado durante ou depois de um episódio de voracidade;
- Exprimir repugnância em relação a hábitos alimentares, peso, corpo ou aparência;
- Expressar descontentamento com a aparência, peso ou auto-estima.

O transtorno de compulsão alimentar deve ser diagnosticado por um profissional qualificado, de acordo com os critérios de saúde mental reconhecidos. Estes critérios de diagnóstico incluem episódios cíclicos de alimentação em excesso e sensação de perda de controle durante os episódios, bem como episódios de compulsão alimentar com pelo menos 3 das seguintes características: comer depressa, comer até atingir mal-estar físico, comer quando não se tem fome, comer sozinho ou ter sentimentos de vergonha e culpa em relação à alimentação. Outros critérios incluem expressão de ansiedade ou angústia em relação à ingestão compulsiva, episódios de voracidade que ocorrem pelo menos 2 vezes por semana durante um período mínimo de 6 meses e compulsão alimentar sem recurso posterior a um método de purgação (vômito auto-induzido, prática excessiva de exercícios, etc).

Não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva. Mas há uma variedade de opções de tratamento que podem ser combinadas de acordo com as necessidades específicas do paciente. As opções incluem aconselhamento/terapia, aconselhamento ou terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental (para alterar os comportamentos alimentares), frequência de grupos de apoio ou terapia de grupo e aconselhamento e planejamento nutricional. Habitualmente, não são usados medicamentos para tratar o transtorno de ingestão compulsiva, apesar de poderem ser usados supressores de apetite com controle médico e alguns medicamentos para controle de ansiedade, como anti-depressivos.

O transtorno de compulsão alimentar é um transtorno alimentar comum, embora muitas vezes mal compreendido. Qualquer informação adicional sobre esse transtorno deve ser obtida junto a um médico, um especialista em transtornos alimentares ou outros terapeutas relacionados com este tipo de condição de saúde.


Dra. Priscila Rosa Pereira.

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