1 de out de 2010

Exercício: O melhor amigo das mulheres


Pesquisa revela que os exercícios físicos são mais benéficos à população feminina que à masculina. Caminhadas, corridas, natação, tênis, musculação, pilates, musculação, hidroginástica: não importa qual atividade física a mulher escolha, todas valem a pena. E mais: um recente estudo mostrou que os exercícios podem ter um impacto mais positivo nas mulheres do que nos homens. Eles têm, por exemplo, a capacidade de diminuir mais o nível de LDL, o chamado colesterol "ruim", entre elas - em relação ao resultado obtido pelos homens. Se os resultados são melhores, por outro lado, dar o primeiro passo ou mesmo continuar no caminho para uma vida saudável é mais difícil para elas. O segredo, de acordo com os cientistas, é esquecer quantas calorias se vai perder e pensar mais na saúde e no bem-estar que o esforço físico pode trazer.

Durante nove anos, uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, fez um estudo com 9 mil voluntários, completamente sedentários e de meia idade, de 45 a 64 anos. O resultado foi surpreendente. As mulheres conseguiram abaixar consideravelmente os níveis de colesterol LDL, e melhoraram o quadro geral da saúde. Para os homens, contudo, a atividade física não fez diferença nos exames periódicos. "O nosso objetivo não era entender a questão biológica, mas acreditamos que as mulheres tiveram um resultado melhor do que os homens por causa de uma questão hormonal", disse Keri Monda, uma das coordenadoras do programa de pós-graduação do Departamento de Epidemiologia da universidade. Para cada 60 minutos de exercício moderado e cada 30 minutos de atividade intensiva por semana, o resultado foi uma redução de 3,97mg/dL em mulheres brancas, e 10,55mg/dL em mulheres negras. Segundo a cientista, exemplos de exercício moderados são caminhadas leves, musculação ou boliche, e de exercício intensivo são basquete, caminhadas em trilhas ou dança moderna. A perda do colesterol foi ainda maior para mulheres que já tinham passado pela menopausa: 5,91mg/dL L em mulheres brancas e 14,68 mg/dL em mulheres negras.

Dificuldades


A lição é antiga: atividade física faz bem para a saúde física e mental. Para as mulheres, contudo, é mais difícil começar e fazer exercícios físicos durante toda a vida do que para os homens. E os dois principais motivos femininos para não se exercitarem é "falta de tempo" e "falta de motivação". As mulheres têm dificuldade de priorizar o seu próprio bem-estar, porque elas têm a cultura e sofrem a pressão de cuidar sempre dos outros primeiro. A falta de motivação é por causa do jeito que as mulheres enxergam a atividade física - como apenas uma forma de perder peso, e não para se sentir bem. Para começar, é preciso mudar de atitude e pensamento. As mulheres estão culturalmente acostumadas a pensar apenas nos aspectos negativos do exercício. O estigma de que é preciso sofrer para ter algum resultado, ou de que a malhação só funciona depois de muita dor, não ajuda ninguém a gostar do exercício físico.

A primeira dica para mudar é esquecer o sofrimento e procurar uma atividade física prazerosa. Também tente não exagerar na dose e fazer com que o exercício se torne um fardo. Ele tem que fazer parte da sua vida, sem estresse. A flexibilidade de fazer o que mais gosta também é importante. Tome uma decisão consciente: você quer começar a ter os benefícios que a atividade física traz, como melhora do humor, redução do estresse, mais energia e qualidade do sono. Planeje o seu dia, o exercício tem que fazer parte dele.

Dra. Pâmela Rosa Pereira

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