29 de nov de 2010

"NÃO EXISTEM MILAGRES"



Direto da Revista Veja para o blog da DUE, as melhores palavras do francês Jean-Paul Agon, 54 anos, inveterado consumidor de costméticos e há 3 décadas na L'Oréal, onde começou como vendedor e em 2006 chegou ao posto de CEO do grupo, o líder mundial do setor, fundado em 1909 pelo químico Eugène Schueller.

O que, afinal, a ciência já descobriu sobre a eficácia dos cosméticos para reverter os efeitos da idade? Sabemos muito mais sobre como prevenir os sinais do envelhecimento do que sobre como revertê-los. Na prevenção, aí, sim, os resultados têm sido animadores. Já está provado, cientficamente, que o uso desciplinado de certos produtos tem o poder de desacelerar a incidência de rugas de maneira realmente significativa. Com segurança, é possível afirmar que alguém que começa a cuidar da pele do rosto por volta dos 30 anos chega aos 60 aparentando de dez a quinze anos menos do que uma pessoa da mesma idade que não se submeteu à mesma rotina de beleza.

O que exatamente funciona na área da prevenção?
Duas medidas bem básicas, mas ainda muito negligenciadas pelas mulheres: passar hidratante e protetor solar. Os cremes antirrugas também dão sua contribuição, mas sabe-se que seus efeitos são variáveis. Eles dependem da genética de cada um e do tipo do produto. Sabemos que muitas pessoas perdem tempo e dinheiro investindo em cremes sofisticadíssimos, mas contraindicados para seu caso específico. A elas, faço uma advertência: sem sempre o cosmético caro com uma grife reluzente será o mais eficaz.


Existe uma frente de pesquisas promissora no tratamento contra as rugas?

Sim. Os melhores cientistas do ramo estão hoje debruçados sobre uma questão crucial, que é aplicar a nanotecnologia para alcançar as camadas mais profundas da pele. A verdade é que ainda não sabemos a maneira de fazer isso sem que certos componentes químicos dos cremes entrem em contato direto com a corrente sanguínea, causando aí efeitos colaterais indesejáveis. Outra área que está sendo desbravada é aquela que pode pôr o conhecimento sobre o genoma humano a serviço da regeneração da pele. Nesse sentido, nossos cientistas deram recentemente um passo importante., ao mapear as proteínas que caracterizam as peles mais jovens. Elas vão se tornando inativas com o passar dos anos. Acrescentamos ao creme os ativos biotecnológicos que justamente desencadeiam a produção dessas proteínas associadas à juventude. Falta, no entanto, descobrir como potencializar os efeitos. Estou certo de que não apenas as mulheres, mas também os homens estão interessadíssimos no assunto.


Dra. Pâmela Rosa Pereira


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