21 de jan de 2011

Atividade física no tratamento da depressão


Vários estudos demonstram que a prática regular de exercício físico está relacionada a benefícios para a saúde. Por outro lado, a inatividade física e um estilo de vida sedentário estão relacionados a fatores de risco para o desenvolvimento ou agravamento de certas condições físicas e mentais, tais como alterações cardiovasculares, transtornos depressivos e de ansiedade.
Para tratamento dos transtornos de humor, como depressão e ansiedade, a atividade física deve estar associada às demais terapias, como a medicamentosa e a psicoterapia.
Em um estudo desenvolvido por Blumenthal (1999), com 156 idosos com transtorno depressivo, os sujeitos que apresentaram melhores resultados e menores taxas de recaída foram aqueles que possuíam em seu tratamento a atividade física prescrita, evidenciando que a terapia através da atividade física é viável, especialmente se o exercício é mantido ao longo do tempo.

Segundo pesquisadores, isso acontece pois o exercício físico, se realizado com intensidade moderada, propicia um aumento da taxa de um conjunto de hormônios denominados endorfinas que agem sobre o sistema nervoso, reduzindo o impacto estressor do ambiente, com isso prevenindo ou reduzindo transtornos depressivos.

Dessa forma, a atividade física traz benefícios tanto a saúde física como para a saúde mental, e pode ser considerada como uma alternativa não-farmacológica do tratamento dos transtornos de humor, mas não esquecendo da importância dos tratamentos medicamentosos e da psicoterapia.

Michelly Dellecave, psicóloga, CRP 12/6519.

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