15 de jan de 2011

Flora intestinal ruim = dificuldade de perder peso

O trabalho “Interplay Between Weight Loss and Gut Microbiota Composition in Overweight Adolescents” foi publicado na revista Obesity, da The Obesity Society. O objetivo do estudo foi determinar a influência de um programa de tratamento da obesidade na flora intestinal e no peso de adolescentes com sobrepeso.

O estudo foi realizado com 36 adolescentes com sobrepeso, que passaram por um tratamento durante 10 semanas. Durante esse tempo, foi reduzida a ingestão de calorias e aumentada a prática de atividades físicas.

Foram percebidas diferenças na resposta dos adolescentes ao tratamento. A maioria teve perda de peso de mais de 4 kg durante e após o tratamento, enquanto um grupo menor perdeu menos de 2 kg.

Os pesquisadores acreditam que as diferenças de resposta podem estar relacionadas à microbiota intestinal dos participantes do estudo. O grupo com maior perda de peso apresentou uma maior proporção de bacteróides e menor de clostrídios do que o outro.

As descobertas também indicam que a restrição calórica e a atividade física têm impacto na composição da flora intestinal relacionada à perda de peso. Segundo o grupo de pesquisa, essa perda também parece ser influenciada pela microbiota de cada participante.

É por isso que muitas vezes para auxiliar e acelerar o processo de perda de peso tratamos a flora intestinal do paciente prescrevendo o uso de produtos probióticos como leite fermentado (yakult) ou iogurtes (activia) ricos em bactérias benéficas à flora intestinal e produtos prebióticos ricos em fibras que nutrem as bactérias da flora intestinal (inulina e FOS). Estas substâncias podem ser obtidas através da ingesta de certos alimentos ou manipuladas em fórmulas prescritas pelo médico.


Muitas vezes os nutrientes, vitaminas e minerais da alimentação não são bem aproveitados pela falta de uma boa flora intestinal que permita sua absorção.


Como vemos, o tratamento da obesidade engloba vários aspectos além da mudança de estilo de vida ou uso de medicamentos e é por isso que deve ser acompanhado por um médico capacitado.


Dra. Priscila Rosa Pereira.

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