26 de jan de 2011

Obesidade matará cada vez mais!


Série de artigos publicados na revista médica The Lancet revela que, em 2030, sete em cada dez mortes no mundo terão como causas doenças não-infecciosas, as chamadas doenças crônicas. Entre elas, aquelas relacionadas ao sobrepeso e a obesidade, como diabetes e doenças cardiovasculares.

Em torno de 23 milhões de mortes por doenças crônicas – 60% do total de óbitos por doença crônica em todo o mundo – estão concentradas em 23 países pobres e de nível médio. O sobrepeso e a obesidade foram considerados problemas graves, especialmente na Argentina (onde 74% dos homens estão neste grupo) e no Egito (74% das mulheres).

Em 14 desses países, segundo os autores dos trabalhos, as doenças infecciosas terão 2% de queda nos próximos 40 anos, 1,1% de crescimento anual nos casos de câncer e 0,7% nos de doenças cardiovasculares.

Um dos artigos da série publicada na The Lancet analisa as estratégias necessárias frente aos fatores de risco da obesidade em seis países emergentes (Brasil, México, Índia, China, África do Sul e Rússia) e um desenvolvido (Reino Unido). O estudo afirma que, nos sete mencionados, a obesidade e as doenças crônicas relacionadas ao excesso de peso são um grave problema. E dá exemplos: 7 de cada 10 adultos mexicanos apresentam sobrepeso ou obesidade, enquanto a China, com 92 milhões de casos, tem os mesmos índices de diabetes dos EUA.

Como estratégias de combate, o estudo sugere: campanhas de promoção da saúde na imprensa, menos impostos e mais subsídios para incentivar o consumo de alimentos saudáveis, controle sobre a publicidade dos alimentos para o público infantil e obrigatoriedade na indicação dos níveis de açúcar e sal nas embalagens dos produtos.

O estudo adverte que se os governos desconsiderarem as ameaças das quatro doenças crônicas mais preocupantes – câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas – “as pessoas sadias serão minoria, as crianças doentes morrerão antes de seus pais e os sistemas de saúde não darão conta”.

Alerta Urgente!!! Precisamos nos conscientizar.

Dra. Priscila Rosa Pereira.

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