15 de fev de 2011

Exterminadores do futuro


Há décadas os cientistas queimam os neurônios para solucionar os problemas de beleza que mais afligem as mulheres. Veja o que mudou nos últimos anos, descubra o que há de mais high-tech nos consultórios e nas prateleiras e o que está por vir para você ficar com a pele jovem e linda.


Rugas e Linhas Finas


> Misturas de ácidos ainda são utilizadas em quem pode andar de burca enquanto o rosto passa do cru para o “ao ponto”. Mas a tecnologia das luzes é cada vez mais aceita. O Quantum, o Fraxel e a terapia fotodinâmica fazem muito com pouca dor, e sem que você precise tomar chá de sumiço. Para um efeito cinderela, a aposta é o Epiderfil, um produto à base de ácido hialurônico. Desidratado, ele passa por um processo de reidratação ao ser aplicado na pele: as moléculas, inchadas, ocupam as craterinhas. Para arrasar na festa, passe o produto de duas em duas horas ao longo do dia. Na hora do make, as pálpebras estarão esticadinhas.

>No laboratório médicos americanos estão levantando a possibilidade de injetar fibroblastos (células jovens) no rosto porque eles podem se transformar em fibras colágenas e elásticas. A turma do contra rebate explicando que elas podem se transformar em qualquer coisa e não só em colágeno e elastina. E nisso você pode incluir até mesmo câncer... que, a grosso modo, é um crescimento desordenado de células!

Linhas de Expressão


>Nos consultórios e nas prateleiras: Precisa falar? O fã-clube da toxina botulínica ganha adeptas em ritmo de fórmula 1: É o procedimento mais aplicado no mundo! Hoje os especialistas conseguem evitar excessos e até modulam os pontos para que você possa franzir ligeiramente a testa. Cosméticos com ativos dermorrelaxantes, como o Vialox (mix de venenos animais e de uma infusão de folhas), da suíça Pentapharm, distribuída no Brasil pela Galena, e a argirelina, uma proteína natural, da espanhola Lipotec, podem ser usados como coadjuvantes da toxina — você precisa passar todos os dias e só começam a funcionar após um mês. Não dá para substituir a toxina pelos cremes porque a redução das rugas mal bate nos 30%, mas, se você tem pavor das agulhadas, por que não?

>No laboratório, a busca é por toxinas de ação mais rápida, precisa e duradoura. Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, joga suas fichas no Xeomin, da alemã Merz Pharma, que logo, logo estará aí. “A difusão na pele é menor, ele não se espalha para outros lugares”, diz. Outro que está na boca do forno é o Reloxin, que deve ser lançado nos EUA. Vantagens: faz sua mágica em menos dias do que as toxinas atuais, que demoram uma semana para funcionar. Nessa linha, a ReVance Therapeutics, também nos EUA, sai na frente anunciando uma toxina para uso tópico que age por quatro meses. Alguns pesquisadores foram em outra direção: o GFX, uma radiofrequência fracionada, já aprovada pelo FDA, consegue, em uma só sessão, dar uma relaxada nos nervos. Vantagem: dura dois anos.

Lábios Finos


>Nos consultórios e nas prateleiras: a maioria dos especialistas prefere os preenchedores temporários, à base de ácido hialurônico. O Surgiderm Lips dá uma consistência como a da boca natural. Alguns duram seis meses, outros chegam a dois anos. Para efeito imediato, existem batons e gloss à base de capsaicina, que funciona como vasodilatador e aumenta os lábios por cerca de duas horas.

>No laboratório, novos materiais aguardam estudos e aprovações. E por novo pense no Juvederm Ultraplus: a vantagem é que vem com novocaína na seringa, diminuindo a dor na hora da aplicação. Enquanto isso, o FDA permanece relutante em aprovar o Silicon 2000, ou Silskin. A matéria-prima, claro, é o silicone. Os prós: não alergênico e permanente. Contra: permanece o risco de migrar para outras áreas do corpo.


Manchas de Envelhecimento


>Nos consultórios e nas prateleiras os aparelhos de radiofrequência, como o Fraxel, são os queridinhos da comunidade científica. Os especialistas associam sessões de Fraxel com peelings de ácido retinóico. Além do ataque frontal no consultório, são indicados produtos clareadores para aplicar em casa. Seguindo uma tendência anunciada no último congresso em Paris, que privilegia a cosmética natural, ativos derivados do alcaçuz estão entrando em produtos manipulados: inibidores de tirosinase, reduzem a produção de melanina. Basta somar dois mais dois: quanto menos melanina, mais clarinha a sua pele.

>No laboratório chapéus e roupas confeccionados com tecidos que bloqueiam a radiação dão os primeiros passos para virar trendy entre os descolados. Conselho dos entrevistados: jamais assumir o volante sem que as mãos estejam devidamente bloqueadas com FPS acima de 30. E rezar para que seja lançado um laser que, tal como a tecla delete, apague a mancha com um único tiro.


Olheiras


>Nos consultórios e nas prateleiras: O primeiro passo é avaliar por que as ditas-cujas estão lá: pode ser porque o excesso de vasos na área transparece na pele fininha ou porque a pele está muito pigmentada (os dois fatores em conjunto também é comum). O primeiro caso já tem uma solução quase perfeita: são os novos ácidos hialurônico injetáveis, como o Surgiderm e o Esthélis. Eles aumentam a espessura da pele nas pálpebras inferiores, apagando até 90% dessa máscara. A luz intensa pulsada também funciona reagindo com a melanina ao mesmo tempo que reduz o calibre dos vasos.


>No laboratório Imaginou ter seu próprio laser para aplicar nas olheiras quando bem entender? Parece sonho, mas foi uma possibilidade discutida nos últimos congressos. Outra área em ebulição é a pesquisa de cremes que funcionam como os ácidos hialurônicos injetáveis: aumentam a densidade da pele para evitar que as veias apareçam.

Flacidez


>Nos consultórios e nas prateleiras: Ir com a cara do médico e confiar é fundamental para não ficar louca tentando descobrir o que funciona. Aparelhos de radiofrequência e luz infravermelha são os preferidos do momento: ambos aquecem a derme, retraem e estimulam o colágeno. Cabe o reforço do ácido polilático, que modela o contorno do rosto e recria os volumes perdidos, impedindo que a pele escorra em direção ao queixo.


>No laboratório: Em Paris a novidade são os cosméticos em 3D. Os produtos agem nas glicosaminoglicanas, uma espécie de gelatina existente entre as fibras de colágeno e elastina.” Sem essa espécie de cola amortecedora, não há firmeza que resista, porque o colágeno e a elastina não vão se enroscar no vazio.


Dra. Pâmela Rosa Pereira.

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