7 de fev de 2011

Descoberta a cura do envelhecimento!

Matéria incrível da Revista Galileu de fevereiro/2011.

Tenho que compartilhar:

A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre fascinou o homem, único animal que tem consciência da própria morte e que por isso, sofre. E esta busca nunca esteve tão próxima de ser alcançada. Os cientistas do século 21 vêm perseguindo o fim da maior causa de morte no mundo: a velhice, e por conseqüência, das doenças decorrentes dela.

Ao que parecem eles estão mais próximos de no mínimo, postergá-la. Os avanços da área biológica que surgem neste começo de século indicam que muitos de nós poderemos chegar facilmente aos 100 ou 150 anos. A nova ciência antienvelhecimento pretende atacar de uma só vez todas as formas de deterioração do corpo para fazer com que o nosso relógio biológico corra mais devagar.

Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer Dana-Farber, da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, publicaram um estudo que contrariou um dos principais conceitos sobre o envelhecimento: o de que ele é irreversível. Eles conseguiram pela primeira vez rejuvenescer ratos de laboratório.


O experimento foi baseado num mecanismo que rendeu, um ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três cientistas americanos: a relação entre o processo de envelhecimento e os telômeros, uma espécie de capinha que protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas células – numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquela capinha de plástico que tem na ponta dos cadarços de um tênis.

A cada vez que a célula se divide essa capinha encurta um pouco. Depois de 50 a 80 duplicações, a célula não consegue mais se multiplicar – após os 35 anos de idade, os efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo passa e, sem células novas e com algumas mortas ou inativas, nossos órgãos começam a se deteriorar. É a velhice.

Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima chamada telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos cromossomos após cada divisão celular. Porém, após a infância, sua concentração cai drasticamente. Fazer com que ela volte a crescer é um dos caminhos para postergar o envelhecimento, ou até mesmo revertê-lo.

No estudo de Harvard, os cientistas criaram ratos geneticamente modificados de forma que não produzissem a telomerase. Como resultado, os animais envelheceram rapidamente. Os sinais incluíram redução do cérebro e do olfato, danos no baço e intestinos, além de doenças como osteoporose e diabetes. Com apenas um mês de injeção de telomerase, no entanto, tais sintomas sumiram. Os ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram neurônios, sem contar uma invejável melhora na pele!

“O que vimos não foi a desaceleração ou estabilização do envelhecimento, mas algo muito mais incrível: uma reversão dramática dele!”, afirma Ronald dePinho, coordenador da pesquisa. “É possível imaginar que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que possuía aos 40 ou 50”, diz. Porém, apesar de ter sido bem sucedido em ratos, o tratamento ainda não foi testado em humanos. E não há perspectiva de que isso aconteça nos próximos anos.

Segundo Ronald, o próximo passo será descobrir em que estágio da vida as pessoas precisariam se submeter à injeção de telomerase. E também será preciso ultrapassar um grande empecilho: o risco de câncer. Fora do período de gestação e da infância, a telomerase só retorna em grandes quantidades nas células cancerosas – sabe-se que 90% dos tumores têm a enzima. É por isso que células tumorais se reproduzem incessantemente.


Quem também se beneficiaria caso os pesquisadores conseguissem resolver as contraindicações desse tipo de tratamento seriam indivíduos portadores de uma doença genética, que têm menos telomerase desde a gestação. Eles envelhecem mais rápido e chegam a ser biologicamente 10 anos mais velhos que pessoas da mesma idade.

Será que estamos perto da fonte da juventude??

Dra. Priscila Rosa Pereira

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