22 de abr de 2011

Obesidade afeta 10% da população mundial!

A incidência de obesidade no mundo dobrou entre 1980 e 2008, e as nações desenvolvidas lideram essa alta.

Um em cada dez adultos é obeso. O dado, de abrangência mundial, foi publicado recentemente no periódico britânico "The Lancet" por pesquisadores do Imperial College London e da Universidade de Harvard. O estudo mostra que os Estados Unidos registraram a maior alta nas taxas de obesidade, seguidos da Nova Zelândia, Austrália e Grã-Bretanha.

Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram os índices de massa corporal (IMC), colesterol e pressão colhidos entre 1980 e 2008. Apesar das taxas de pressão e colesterol terem apresentado queda nos países desenvolvidos, a quantidade de pessoas obesas não para de crescer ao redor do planeta. Na Grã-Bretanha, por exemplo, os homens têm o sexto maior IMC de todo o continente europeu – as mulheres ficaram em nono lugar.

Em 2008, 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres de todo o mundo eram obesos (tinham IMC acima de 30). Os dados são alarmantes, uma vez que, em 1980, os índices eram 4,8% e 7,9%, respectivamente. A população que vive nas ilhas do Pacífico apresenta o maior IMC do mundo, com média de 34, valor 70% superior ao da média do sudeste da Ásia e da África Subsariana.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2006 e 2009, o percentual de obesos na população passou de 11,4% para 13,9% – valor superior, portanto, aos 10% apontados na pesquisa mundial. Já a parcela daqueles que estão acima do peso ideal (podem ou não ser obesos) subiu de 42,7% para 46,6%.

Além de acompanhar o avanço da obesidade, o Brasil também caminha para uma redução no registro de problemas que normalmente acompanham o sobrepeso, caso do colesterol e pressão. A mudança provavelmente é fruto do avanço dos tratamentos à base de remédios. Hoje, temos à disposição um número maior de medicamentos para o tratamento de colesterol, diabetes, hipertensão e resistência à insulina, o problema é que tratamos as complicações da obesidade, mas não a doença em si.

O número crescente de obesos deverá demandar custos mais elevados no tratamento das complicações decorrentes da obesidade. Os casos de apneia obstrutiva do sono, doença de gota e males nas articulações também tendem a crescer, impulsionados pelo aumento do sobrepeso. A melhor maneira de tratar um problema articular, por exemplo, seria emagrecer, e não tomar remédio. Cada quilo perdido reduz em 4 quilos a pressão sobre as articulações.

Um futuro de obesidade e complicações nos espera...vamos esperar chegar lá para fazer alguma coisa?

Dra. Priscila Rosa Pereira.

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