1 de abr de 2011

Peeling de Amêndoas = pele aveludada e sem manchas

O ácido mandélico é um AHA (alfa-hidroxi-ácido), derivado de amêndoas amargas. É um ácido que apresenta uma penetração uniforme na pele, minimizando os riscos de manchas ou outras complicações dos peelings. Isso porque ele penetra lentamente na pele e age de forma gradual, diferente de alguns ácidos que penetram rápida e irregularmente podendo dar um resultado não uniforme.

Apresenta semelhança química com o ácido salicílico, tendo ação anti-séptica, o que é excelente para peles com acne. Diferente do ácido retinóico, o mandélico não reage ao sol, se tornando o ácido mais indicado para o verão e regiões tropicais. Diferente do ácido glicólico, o seu grau de irritabilidade é muito menor, deixando a pele menos vermelha, ressecada ou descamada.

As moléculas do ácido mandélico são maiores e têm maior peso molecular do que as do ácido glicólico, o que confere uma menor penetração na derme. Este ácido atua de maneira homogênea e superficial, sendo bem tolerado pela maioria dos pacientes.

Por sua natureza anti-séptica e antiinflamatória, o uso diário reduz significativamente pigmentações anormais, incluindo melasmas.

O ácido mandélico ajuda a reverter a degeneração do colágeno e da elastina provocadas pela exposição à radiação solar, promovendo a renovação e o rejuvenescimento da pele com uma diminuição sutil das linhas finas.

A retração dos poros faciais também é observada. Pode ser utilizado com segurança em peles de Fototipo I à VI de Fitzpatrick. No caso da hiperpigmentação, o produto atua na inibição da síntese da melanina e na melanina já depositada na superfície da epiderme, ajudando a promover uma eficaz remoção dos pigmentos que causam a hipercromia (manchas).

Um teste aberto conduzido no Gateway Aesthetic Institute e no Laser Center em Salt Lake City, Utah, demonstrou que o ácido mandélico (30%) é eficaz e pode ser indicado nos casos em que se deseja uma supressão de pigmentação, para tratamento de acne não cística inflamatória e rejuvenescimento de pele envelhecida pelo sol.

Além disso, foi comprovada sua utilidade na preparação da pele para peelings à laser, mostrando que seu uso antes do procedimento, ajuda na cicatrização e prevenção de infecções bacterianas no pós-tratamento.


O ácido mandélico foi usado em mais de mil pacientes, sob diversas formas: como peeling em consultório, como creme diário rejuvenescedor em combinações com vitamina A, C e E, como creme diário para o tratamento de acne e como creme diário para clarear manchas.

Os resultados demonstraram melhora de rugas finas e linhas de expressão. A textura da pele melhorou rapidamente. O ácido mandélico demonstrou ser menos irritante para a pele, em comparação com outros ácidos já conhecidos. Teve efeitos vantajosos para o rejuvenescimento das peles mais morenas (as que são mais difíceis de tratar com ácidos ou lasers pelo risco maior de manchar).

No peeling em consultório pode-se usar o ácido mandélico em concentrações de 20% a 50%, e assim conseguimos um peeling de ação superficial a mediana sobre a pele, que deve ser feito com intervalos de 10 a 20 dias, sendo ideais no mínimo quatro aplicações.


Dra. Priscila Rosa Pereira.

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