16 de abr de 2011

Peeling: o tratamento estético mais procurado



Indicado para promover a descamação e renovação da pele, o peeling torna-se o procedimento estético mais procurado nos consultórios dos médicos brasileiros. O método pode ser feito de várias formas, com diferentes tipos de ácidos ou mesmo por aparelhos abrasivos e lasers. É recomendado para rejuvenescer a face e atenuar manchas e cicatrizes de acne.

De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD, o procedimento estético mais realizado em consultórios do Brasil é o peeling. Indicado para rejuvenescimento facial e suavização de manchas e marcas de acne, o método foi apontado por 49% dos 823 especialistas ouvidos, como o tratamento de beleza mais procurado, seguido por opções de laser e luz intensa pulsada, botox e preenchimentos.

Peeling, em inglês, quer dizer descamação. E é exatamente esse o objetivo da técnica: fazer com que a pele se descame, abrindo caminho para uma renovação intensa da cútis. Sua grande vantagem – e a razão de ter se tornado o campeão da beleza no país – é proporcionar visível melhora de forma rápida e sem exigir necessariamente que a pessoa passe muito tempo longe das atividades cotidianas.

É possível conseguir resultados realizando peelings mais leves mais de uma vez, assim o paciente não passa por aquela fase de pele vermelha, ressecada, e com intensa descamação. Ninguém mais tem tempo para ficar em casa se recuperando de um procedimento agressivo. O processo pode ser feito de maneira química, mecânica e a laser. Nos químicos, a descamação é induzida por substâncias químicas. As mais usadas são os ácidos retinóico, salicílico, glicólico e a resorcina.

Eles são bem tolerados e de baixa incidência de complicações. Nos mecânicos, é feita uma esfoliação mais leve, como no peeling de cristal e diamante (a microdermoabrasão), ou uma espécie de lixamento da pele, caso da dermoabrasão. Entre as opções a laser, está o de CO2 fracionado. Os peelings superficiais, como o de ácido retinóico em concentração baixa, atingem a epiderme, a camada externa da cútis. Eles são recomendados para todos os tipos de pele.

Os médios chegam à superfície da derme, incentivando a produção de colágeno (substância que dá firmeza à pele). Os profundos atingem a derme média. Só se apela a eles em casos mais drásticos – envelhecimento, manchas ou cicatrizes acentuadas. Variáveis como tom da pele e tendência a manchas e quelóides devem ser levadas em conta na hora da indicação do procedimento. Isso porque as complicações são raras, mas acontecem.

Há risco de surgimento de manchas, justamente uma das coisas que se quer combater. Por essa razão é preciso escolher com cuidado os profissionais. Também a profusão de ofertas confunde os clientes. Há peelings de ouro, maçã, chocolate ou vulcânico, entre outros.

Diz-se que os ácidos vulcânicos provêm da extração da lava sedimentada, proporcionando eficácia no tratamento despigmentante, porém essa substância ainda carece de estudos que comprovem sua ação, benefícios ou riscos. O ideal, como se vê, é ter uma boa conversa com o médico responsável antes de escolher o peeling mais adequado.

(Adaptado de matéria da Revista Veja, Medicina e Bem-estar; Edição: 2155; 25.Fev.11)

Dra. Priscila Rosa Pereira.

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