25 de mai de 2011

PSICOLOGIA DO EMAGRECIMENTO



Alimentar-se é uma necessidade fisiológica (comer para saciar a fome, nutrir-se), mas vai além disso, pois esta tem uma função social (comemos para festejar) e psicológica (comemos para anestesiar nossas emoções desagradáveis ou para nos dar prazer). Dessa forma, emagrecer não é somente controle alimentar, é controle de emoções, de impulsos, sentimentos. É a busca de equilíbrio e maturidade emocional.

A obesidade parece ser mais um sintoma do que uma doença, entendendo que sintoma nada mais é do que uma maneira que nossas “emoções rejeitadas” encontram para se manifestar. Se não damos acesso para que penetrem em nossa consciência e se expressem, elas precisam aparecer “disfarçadas” no corpo (somatização). Reprimir ou agir como “se não existissem” não soluciona o problema.

Essa dificuldade em lidar com as emoções está associada ao chamado descontrole alimentar, o qual revela excessiva rigidez consigo mesmo e com os outros, alto grau de exigência pessoal, perfeccionismo exacerbado e dificuldades de adiar a satisfação do prazer. Essa rigidez leva ao descontrole alimentar, funcionando como uma espécie de “válvula de escape”, um mecanismo de compensação, que, mesmo inapropriada, é um meio de equilíbrio. O que justifica por que “se controlar” é tão difícil.

É preciso substituir o “controle alimentar” por “administração de emoções”. O auxílio do psicólogo facilita o acesso do paciente à consciência e ao contato com a totalidade das nossas emoções. Sozinhos, temos a tendência natural de evitar o sofrimento, passar por cima de nossos “pontos cegos” e propiciar o auto-engano.



Michelly Dellecave, psicóloga, CRP 12/6519.

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