2 de jun de 2011

Querer não é poder!


Todo mundo gosta de comer comidas gostosas. É fato!

Assim como todos que acordam cedo pra trabalhar, prefeririam não levantar tão cedo provavelmente.

A realidade é que: querer não é poder! E somos educados para saber disso desde pequenininhos. Temos que controlar nossos desejos e impulsos, muitas vezes pelo bem da sociedade e outras pelo nosso próprio bem. Mãe é quem sabe bem disso e vive deixando o filho chorar, mesmo com pena, porque sabe que é para o bem dele.

Nos privamos de muitas coisas por sabermos que a punição é severa: não podemos ultrapassar os limites de velocidade das estradas, nem avançar sinal vermelho mesmo com pressa; não podemos beijar ninguém sem seu consentimento mesmo apaixonados; não podemos entrar na casa dos outros e ficar morando ali porque achamos legal; não podemos agredir quem nos faz mal, mesmo com motivos.

Com a comida não é diferente. Quero. Sei que posso (está aqui na minha frente!). Mas não devo. Aí é que entra a necessidade de se ter uma coisinha chamada 'auto-controle'. Quando o que nos impede de fazer as coisas são as leis e regras sociais, estamos sob controle de outros. Já quando o assunto é comer ou não comer, o controle está única e exclusivamente em nossas mãos. E aí é que está o problema, nós somos muito bonzinhos com nós mesmos e não nos punimos quando fazemos algo que não deveríamos fazer pelo nosso próprio bem. Cadê nossa mãe nessas horas?

É difícil conseguir modificar a nossa relação com a comida. Pois quem tem problemas com o peso já vem mantendo com a comida uma relação problemática, onde o alimento não é uma fonte de energia e sim uma fonte de prazer e permissão. É como se a pessoa aproveitasse para descontar as frustrações do que queria mas não pode fazer, comendo o que quer e mais um pouco. Na verdade, quem tem problemas de peso leva muito a sério aquela frase da música do Lulu Santos: "Vamos nos permitir...", sabe?

Você pode comer tudo que gosta, não precisa virar um natureba, mas não pode comer o que gosta sempre que sentir vontade e nem na quantidade que bem entender.

A alimentação diária deve seguir uma rotina saudável e até monótona, ou seja, você vai se alimentar bem durante a semana, a base de alimentos frescos e naturais e sem exageros ou junk food (doces, frituras, lanches...) e vai comer o que prefere (garanto que algo com bastante gordura, açúcar e/ou sal) esporadicamente.

A comida do dia-a-dia tem que ser encarada como um combustível para lhe dar energia e saúde e não como uma fonte de prazer. Escolher o que vai comer só baseado no sabor e no prazer que aquilo oferece é o caminho que leva as pessoas ao ganho de peso progressivo e descontrolado.

Os alimentos devem ser escolhidos pelos benefícios que nos trazem. Cada item que você ingere deve lhe oferecer algum nutriente, que podem ser fibras, vitaminas, minerais, antioxidantes, ácidos graxos 'do bem' como ômega-3, enfim, ao olhar o alimento você deve conseguir lembrar de pelo menos uma coisa boa que ele lhe oferece. Um copo de suco de laranja, por exemplo, não vai ser só um copo de suco de laranja pra você, e sim, um copo de vitamina C!

Eu já falei isso aqui uma vez e vou repetir: a comida do cotidiano deve ser encarada que nem as roupas do dia-a-dia. Por melhores que sejam suas roupas diárias, elas são bem mais simples que as que você usa numa festa ou ocasião especial não?

Pois imagine que sua jeans básica, camisa branca e o blazer preto são o cardápio da semana. E que seu vestido de seda, sua saia de plumas e seu top de paetês são as suas comidas favoritas, que podem ser massa, batatas-fritas, chocolate, pavê, mousse, pudim...enfim, o que você quiser. Imagine-se usando a saia de plumas todo dia, ou o vestido de seda toda 3a e 5a à noite...eles iam se tornar muito menos 'especiais' não?

Com o tempo, você já não ia se sentir tão arrumada para uma ocasião especial com essas roupas. Elas se tornariam corriqueiras e você logo procuraria um vestido diferente, um top com mais brilho e uma saia com mais plumas...ou seja, você não se contentaria mais com o que antes se contentava e partiria para o exagero, o que é péssimo tanto na moda quanto na saúde e beleza.

Esse papo de roupas e moda pode não servir muito como exemplo para os homens, mas as mulheres vão entender bem o que eu estou falando. Para os homens poderíamos fazer uma analogia com o casamento, talvez. Por exemplo, seria ótimo se você pudesse chegar em casa e encontrar cada noite uma mulher diferente não? Quem sabe um dia a Angelina Jolie, outro dia a Pâmela Anderson e outro a Gisele Bundchen? Ou as que você preferir, porque gosto não se discute. Toda mulher diferente da sua é novidade, e por isso parece muito mais interessante. Mas isso é só no começo. Se você casa-se com uma delas, por mais linda que seja, depois de um tempo não vai mais ser novidade. E acreditem, até a Angelina Jolie quando vista todo dia enjoa!

Rotina é um saco! É sempre igual, é programada, robótica, automática. Mas ela tem que existir. Sinto muito. Sem rotina as pessoas não conseguiriam viver e realizar coisas, a humanidade não evoluiria. E tirar férias só é bom justamente porque é só uma vez no ano. A rotina existe para sabermos como é bom sair dela às vezes. O preto tem que existir para vermos o quanto o branco é claro. O sofrimento tem que existir para vermos como é bom sentir-se alegre. Os dias nublados têm que ocorrer para vermos como é lindo um dia de sol.

Moral da história:

Coma bem ('bem' aqui, significa de maneira saudável) na maioria do tempo para poder se permitir o pecado da gula ('gula' aqui, significa comer o quê e o quanto quiser) de vez em quando.

Não se entregue à tentação das comidas apetitosas e calóricas com uma freqüência maior do que aquela que você deseja visitar o médico no futuro!

Nenhum comentário:

Postar um comentário