22 de ago de 2011

Mitos e Verdades sobre o Azeite de Oliva

O azeite é bem-vindo nas refeições e faz bem à saúde, mas é preciso alguns cuidados no consumo.

Chamado de "ouro líquido" pelos mediterrâneos, o azeite está no ranking de alimentos essenciais ao cardápio de quem quer uma vida mais saudável. Rico em ácidos monoinsaturados, vitamina E e antioxidantes, ele ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, do envelhecimento precoce, auxilia no funcionamento do intestino e ainda dá uma mãozinha no combate ao câncer.

Vamos esclarecer alguns mitos e verdades sobre o azeite:

O azeite ajuda a emagrecer:
Verdade! Desde que seja utilizado em uma dieta balanceada e em quantidade moderada. O mais correto seria dizer que o azeite ajuda a manter o peso, ou seja, a não engordar. É possível incluir o azeite de forma saudável na alimentação sem afetar o peso. O segredo está no equilíbrio. Há também um estudo publicado na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, que apontou que a ingestão diária de uma quantidade mínima do alimento contribui para evitar o acúmulo de gordura abdominal.

Posso comer azeite à vontade:
Mito! Ele também é calórico. O azeite é um óleo e possui muitas calorias como qualquer outro óleo. O exagero nunca é bem-vindo, mesmo dos alimentos mais saudáveis. Duas colheres de sopa de azeite por dia é a quantidade máxima recomendada, o equivalente a cerca de 178 calorias. Mais que isso é correr o risco de ganhar alguns quilinhos a mais.

Azeite composto também traz os mesmos benefícios que o azeite comum:
Mito. O azeite composto (aquele misturado) geralmente é misturado com outros tipos de óleos que são mais ricos em gorduras saturadas, prejudiciais para o organismo se consumidas em excesso. Em alguns desses produtos compostos, somente 10% é azeite. Esses óleos também são mais calóricos e não trazem tantos benefícios para o organismo como o azeite traz.

Esquentar o azeite tira suas propriedades:
Verdade. Muitas de suas propriedades oxidam na presença do calor e da luz. O azeite aguenta uma temperatura de até 175ºC sem perder suas propriedades, acima desse ponto, ele forma compostos voláteis e vira uma substância tóxica ao organismo. Se consumido nessas condições em grandes quantidades, pode provocar irritação da mucosa gastrointestinal e diarréia. O ideal é colocá-lo no prato depois que os alimentos já foram preparados.

Azeite é melhor que óleo de soja:
Verdade. O azeite extra-virgem é o melhor de todos os óleos, tanto de soja quanto de canola ou girassol. O motivo é a grande quantidade de gordura monoinsaturada. Nosso organismo precisa de gordura, principalmente para absorver algumas vitaminas lipossolúveis - como A, D, E e K -, e a gordura monoinsaturada é a mais saudável, atuando na prevenção de problemas cardiovasculares. O azeite só perde no momento de ser utilizado em frituras, por não poder ser aquecido até altas temperaturas. Nesses casos, é melhor usar o óleo de soja, pois consegue chegar a até 240ºC sem formar compostos tóxicos.

Azeite de oliva e azeite de dendê tem os mesmos benefícios:
Mito. Eles são totalmente diferentes, em benefícios, sabor e cor. O azeite de dendê é altamente calórico e possui bem mais gordura saturada ao ser comparado ao de oliva. A única vantagem do tradicional ingrediente baiano é a quantidade maior de vitamina A, importante para a visão. Nos demais benefícios, o azeite de oliva é o campeão.

Azeite é como vinho: quanto mais velho, melhor:
Mito. O azeite é melhor quando mais novo. Muitas de suas propriedades são termo e fotossensíveis, ou seja, oxidam-se na presença de calor e luz. Por isso, fique atento à data de validade e evite deixar o azeite perto do fogão na hora de cozinhar, para evitar que ele se aqueça e perca parte de suas propriedades.

Azeite não refinado ou virgem é melhor:
Verdade, mas a vantagem não está no sabor ou na cor. O azeite extra-virgem possui maior quantidade de polifenóis, que são antioxidantes que contribuem para regular o nível de colesterol no sangue e evitar problemas no coração. Mas tanto o refinado quanto o virgem apresentam as gorduras monoinsaturadas, que também são benéficas para o coração.

Ajuda a combater o câncer e regular o colesterol:
Verdade. Os grandes responsáveis por prevenir o câncer são os antioxidantes presentes no azeite, principalmente os ácidos graxos monoinsaturados. A ação é anti-inflamatória: os ácidos graxos contribuem para que a pessoa tenha menos processos inflamatórios, que podem estar relacionados a alguns tipos de câncer. No caso do colesterol, a gordura monoinsaturada também melhora os níveis de gordura no sangue, ao aumentar o colesterol LDL e diminuir o LDL.

E aí? Pronto para usar o azeite corretamente daqui pra frente?

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