1 de set de 2011

Polêmica sobre Latisse: manchas e outros efeitos colaterais


Após uma matéria muito confusa que foi ao ar no Jornal Bom Dia Brasil da Rede Globo semana passada, a Allergan, fabricante do Latisse, publicou este posicionamento:

POSICIONAMENTO DA ALLERGAN A RESPEITO DA MATÉRIA “COLÍRIO USADO PARA AUMENTAR OS CÍLIOS OFERECE RISCOS ÀS MULHERES” VEICULADA NO PROGRAMA BOM DIA BRASIL

A Allergan considera de extrema importância disponibilizar este posicionamento em respeito aos muitos pacientes que estão em uso de LATISSE® e LUMIGAN® com benefícios e resultados satisfatórios, bem como aos médicos, que vêm obtendo sucesso nestes tratamentos. Acreditamos ser importante não criar alarde em se tratando de saúde, já que o profissional mais adequado para saber equilibrar riscos e benefícios de qualquer tratamento proposto – já que todos os medicamentos os possuem – é sempre o médico especialista.

Sendo assim, vale esclarecer os seguintes pontos veiculados na matéria de hoje:


Sobre o acesso a medicamentos de venda sob prescrição médica:

- Em relação ao acesso a medicamentos, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vem tratando do tema com bastante atenção.

- A Allergan segue à risca as regulamentações da ANVISA. Todas as informações sobre os medicamentos comercializados pela empresa são exclusivamente endereçadas à classe médica. Somos totalmente contrários e jamais incentivamos de forma alguma a prática de vender medicamentos que necessitam prescrição médica sem as mesmas em farmácias, uma vez que isso coloca em risco a segurança de pacientes no uso de produtos farmacêuticos – já que todos possuem eventos adversos.

- O tema em questão e foco da matéria é algo maior, tanto em relação à informação e educação dos pacientes, quanto ao cumprimento das normas estabelecidas pela ANVISA por parte dos estabelecimentos comerciais.


Sobre os produtos da Allergan mencionados na matéria:

- Nossos produtos mencionados na matéria são medicamentos que requerem prescrição médica e são dois medicamentos distintos, o que fica por vezes confuso na matéria.

- Um deles é o medicamento LUMIGAN®, colírio indicado para o tratamento do glaucoma e cuja aplicação requer que seja instilado diretamente nos olhos. Geralmente, o tratamento do glaucoma, por se tratar de uma doença crônica, requer o uso contínuo do medicamento. Estudos realizados com anos de uso de LUMIGAN® mostraram a incidência menor que 1,5% de casos de mudanças na pigmentação da íris, ou seja, mesmo quando instilado diretamente dentro dos olhos, por anos de uso, a quantidade de casos apresentados foi muito baixa em relação à população tratada para o glaucoma.

- Já o outro medicamento citado na matéria, LATISSE®, que embora tenha em sua composição o mesmo princípio ativo de LUMIGAN®, possui forma de aplicação totalmente distinta - com pincéis estéreis, na pálpebra superior -, ou seja, jamais entrando em contato direto com os olhos. A quantidade de medicamento que entra em contato com a pálpebra superior é em torno de 5% de uma gota, o que resulta em um perfil de eficácia e segurança exclusivo para LATISSE®.

Vale ressaltar que estes 5% são aplicados topicamente fora dos olhos. Por isso, fica fácil entender que, nos estudos clínicos realizados com LATISSE®, não houve casos de mudança na pigmentação de íris. Infelizmente, estes esclarecimentos não são prestados na matéria, mas certamente os médicos especialistas (dermatologistas, cirurgiões plásticos, oftalmologistas e outras especialidades médicas que cuidam de saúde e beleza) possuem informações a respeito.

- Justamente por terem formas de aplicação distintas, possuem reações adversas diferentes e estão aprovados pela ANVISA e outras agência regulatórias mundiais como dois medicamentos diferentes, com formas de uso, resultados e
eventos adversos diferentes.


Sobre o testemunho da paciente entrevistada:

- Paira a dúvida de que o medicamento utilizado pela paciente na matéria é de fato um medicamento da Allergan, já que há outros produtos aprovados para o tratamento do glaucoma que também relatam em bula incidência maior de pigmentação da íris.

- A matéria dá a entender que a paciente possui glaucoma e apresentou eventos adversos ao longo do tratamento. Na sequência, é mencionado outro medicamento – que possui forma de aplicação e indicação aprovada para uso totalmente distinto.

Estas idas e vindas apresentadas ao longo da matéria confundem as informações a respeito de cada medicamento tratado.

- Certamente, o médico desta paciente deveria esclarecer a respeito dos benefícios que o fizeram manter um tratamento para o glaucoma – 1ª causa não-reversível de cegueira no mundo – em comparação ao surgimento de eventos adversos como “parecer maquiada”, conforme relatou a paciente na entrevista.

Esperamos assim, esclarecer alguns pontos e reforçar nosso compromisso em manter a classe médica munida das mais recentes informações científicas.


(São Paulo, 24 de agosto de 2011.)


Eu assisti a matéria e realmente ficou bem confusa e tendenciosa. Não foi esclarecedora. Só falava dos possíveis efeitos adversos da medicação, e falava como se eles fossem SEMPRE ocorrer e não que eles podem ou não ocorrer, e que aliás, ocorrem numa minoria de casos. Também não falava que o colírio usado para glaucoma, que é pingado diretamente dentro dos olhos, tem mais riscos de causar efeitos como a pigmentação da íris, que o Latisse, que é passado somente nos cílios superiores.

Eu uso o produto há 3 meses e nunca apliquei-o de forma que entrasse em contato direto com os olhos, logo, nunca tive nenhum efeito adverso. Matérias jornalísticas devem ser esclarecedoras e não emburrecedoras. Tem que ser dada a informação correta para que a pessoa possa decidir baseada em fatos.

A verdade é que se for aplicado corretamente, conforme indicado, o Latisse não mancha os olhos de ninguém.

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