31 de out de 2011

Movimento: é vital!



O corpo humano é uma máquina programada para o movimento. Muito movimento. Pegue-se o exemplo de nossos ancestrais. Para sobreviver, seja no papel de caçador, seja no de caça, eles precisavam correr, saltar, escalar morros, subir em árvores, lutar.

Hoje, o máximo de corrida que se exige de alguém é aquela que cobre o percurso que vai do sofá à geladeira, durante o intervalo de um filme na TV. Do ponto de vista estritamente corporal, portanto, a modernidade significou um retrocesso. Seu corolário é o sedentarismo, o que potencializa as ameaças à saúde de homens e mulheres. Os números são impressionantes: a inatividade física está relacionada a 35%das doenças cardiovasculares fatais, a 35% dos óbitos por diabetes e a 32% das mortes por câncer de cólon. Cerca de 2 milhões de pessoas morrem por ano, no mundo todo, em decorrência do sedentarismo.

A relação direta entre atividade física e saúde só começou a ser estudada com mais profundidade na década de 70. Desde então, os estudos sobre fisiologia do exercício e medicina do esporte avançaram, velhos conceitos foram reavaliados e outros tantos incorporados ao receituário. Mas a base de todas as teorias é a mesma: o exercício regular previne e trata uma série de males – entre eles, a osteoporose, a perda da memória relacionada à velhice, a depressão, a ansiedade, os problemas de coluna, as dificuldades sexuais, o infarto, o derrame, a pressão alta e por aí vai.

Os exercícios são importantes para a saúde e a estética. O músculo cardíaco ganha eficiência, o sangue circula com mais facilidade por todo o organismo, a pressão arterial mantém-se em níveis satisfatórios, as veias e artérias livram-se do acúmulo de gordura, as taxas de HDL (o bom colesterol) aumentam e as células adiposas murcham conferindo ao corpo uma silhueta mais alinhada.

Calcula-se que cada hora dedicada à ginástica rende duas horas a mais de vida. Com exercício, a vida é mais longa, saudável e feliz. Hoje, como há 4,5 milhões de anos, quando os primeiros hominídeos desceram das árvores, mexer-se é uma questão de sobrevivência. O corpo humano, definitivamente, não foi programado para ficar parado.

Dra. Pâmela Rosa Pereira.

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