19 de nov de 2011

A evolução do silicone!




Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência sobre o mercado da cirurgia plástica no Brasil, foram feitas 645.464 cirurgias plásticas, em 2009, no Brasil. Desse total, 443.145 foram cirurgias estéticas (69%) e 202.319 cirurgias reparadoras (31%). As mulheres são as que mais se submetem aos procedimentos (82%) num total de 526.247 intervenções. As cirurgias de lipoaspiração correspondem a 29% e de mama 19%. Do número total de implantes de silicone, 99% são feitos por pessoas do sexo feminino e 1% do sexo masculino.

Das 156.918 mulheres que colocaram próteses, 91% foram nas mamas, 5% nos glúteos, 2% no queixo e 1% nas panturrilhas. Nos homens, a maioria das 1.793 próteses de silicone foi implantada no peitoral (46%), no queixo (21%), nos glúteos (18%), nas panturrilhas (8%), nos bíceps (5%) e tríceps (2%). A maioria das cirurgias de mama (mamoplastias) é de procedimentos estéticos, enquanto que as cirurgias reparadoras correspondem a 9%. A média dos implantes mamários é de 275 ml, porém o de 300 ml, o mais utilizado, alcançou (20%).

O formato e a textura dos implantes foram aprimorados a partir dos anos 80 e 90. Nesta década, a tecnologia continuou evoluindo e o material da prótese, antes liso – o que poderia provocar irregularidades –, foi substituído por outro – rugoso, também de silicone. O gel interno, que antes era líquido, se escapasse podia se espalhar pelos órgãos e se misturar à corrente sanguínea, o que poderia causar infecções graves. Agora, a prótese é recheada de gel, que não se mistura à corrente sanguínea, num caso excepcional de vazamento.

Devido a toda esta evolução, hoje, é possível esculpir o busto da maneira desejada, com o colo mais ou menos projetado, com um formato mais ou menos insinuante... Hoje, a técnica cirúrgica apresenta menos riscos, como o de redução de contratura capsular, popularmente chamada de encapsulamento. O problema acontece quando a membrana que se forma naturalmente ao redor da prótese se contrai, deixando a mama mais arredondada, dura, com aparência artificial e dolorida. Felizmente, quadros como esse são cada vez mais raros, devido às novidades para facilitar e modernizar os procedimentos.

No início, quando o material era líquido, a cada cem implantes realizados, um ficava duro. Mais tarde, quando ele se tornou gelatinoso, apenas uma prótese a cada mil colocadas endurecia. Hoje, devido ao aprimoramento do material, a chance de encapsulamento é mínima, menor que 1%.

Mas a paciente precisa ser alertada que qualquer prótese pode ser rejeitada pelo organismo. Não dá para falar em evolução na cirurgia dos seios sem mencionar as técnicas cirúrgicas utilizadas. A por via axilar apresenta um pós-operatório mais delicado, mas é muito procurada por jovens que querem aumentar o busto, sem mexer nas aréolas. Existem ainda outros dois tipos de cortes: o chamado aerolar e a sub-mamário.

A tecnologia também chegou ao pós-operatório. Hoje, contamos com adesivos que podem auxiliar na hora da sutura, garantindo uma cicatriz mais discreta. Ao término da cirurgia, uma tela autoadesiva de poliéster é colocada sobre o corte e, por cima dela, um adesivo cutâneo líquido com proteção bacteriana. Esse curativo reduz em meia hora a cirurgia, pode ser molhado, não precisa ser trocado e é retirado após 15 dias. Também é uma opção para as pacientes alérgicas ao micropore.

Dra. Pâmela Rosa Pereira

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