30 de dez de 2011

China: da fome à gula exagerada em duas gerações

Na China, os terríveis anos sob a era Mao, que mataram de fome até 30 milhões entre 1959 e 1961, são uma amarga lembrança, hoje, para a segunda economia mundial. O problema agora é o exagero.

A rápida deterioração dos hábitos alimentares chineses é o tema de "Fat China: How Expanding Waistlines are Changing a Nation" (China gorda: como as cinturas em expansão estão mudando uma nação), de Paul French e Matthew Crabbe.

O livro mostra que a obesidade cresce entre jovens urbanos e membros da classe média, o que tende a se agravar com a contínua migração do campo para a cidade.

"Adoraria colocar a culpa só no McDonald's. Infelizmente, não posso", disse o britânico French, em entrevista a um site. "Os tamanhos da porções estão maiores, as pessoas petiscam batatas fritas e chocolate no lugar de sementes e frutas secas."

A urbanização tem levado os chineses a consumir comida pronta. "Isso acontece no Ocidente. Mas, como quase tudo na China, aqui ocorre mais tarde e com velocidade maciça", afirmou French.

O livro analisa ainda a geração dos mimados filhos únicos, frutos do controle de natalidade. "Há muito gasto por cada criança. É compreensível. Em certo sentido é uma conquista, é passar da fome à gula em duas gerações."

É sempre assim...em vez de um país copiar os bons exemplos de outro, há a tendência de copiar exatamente os maus...que pena!

Dra. Priscila Rosa Pereira.

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