06/03/2012

Saiba como ocorre o aumento das células de gordura

Podemos avaliar as características de celularidade do tecido adiposo levando em conta o número e o tamanho das células adiposas e classificando-se a obesidade como:

- Hipertrófica: há aumento do tamanho das células, elas se enchem de gordura e aumentam de volume. Isso é típico da obesidade central (abdominal).

- Hiperplásica: há formação de novas células adiposas, causando aumento do número total de adipócitos.

Antes achava-se que o organismo só produzia novas células adiposas em determinadas fases da vida. Hoje sabe-se que isso não é verdade. O número de células adiposas aumenta paulatinamente até os 10 anos de idade e na adolescência, onde há um estirão do crescimento também existe hiperplasia de células adiposas.

Indivíduos adultos que ganham peso apresentam aumento do tamanho dos adipócitos, sem modificar seu número. Entretanto, com o ganho de peso contínuo, o diâmetro das células adiposas atinge seu limite biológico de aumento, o que provoca multiplicação celular (hiperplasia), agravando ainda mais a obesidade.

Quando há redução ponderal, não há diminuição do número de adipócitos. Eles apenas diminuem seu diâmetro em decorrência de uma contração, mantendo-se aptos a retornar ao diâmetro anterior.

Esses achados sugerem que uma vez obeso, o indivíduo sempre será obeso em potencial.

A célula de gordura é uma esfera oleosa, brilhante e bem pequena. São necessárias milhões delas para abrigar as calorias de uma bala. Se a pessoa come muito, elas incham e podem ficar até 6 vezes maior que o tamanho original. Quando estão cheias, elas se dividem, aumentando os depósitos gordurosos.

Um adulto obeso pode ter até 100 bilhões de células de gordura. As células, cada vez em maior número e maior tamanho, acompanham a pessoa pelo resto da vida. A pessoa nunca perde as células de gordura que acumulou ao engordar; elas permanecem no corpo à espreita. Ao comer em excesso, elas vão novamente inchar e se multiplicar.

Sorry!!

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