29 de mai de 2012

Dica da DUE:

Minha nova aquisição, foi esse livro




Enquanto eu for lendo, vou compartilhando o que houver de melhor aqui no blog!

Tenho certeza que, como já ouvi muitos falarem, vai trazer várias dicas excelentes pra melhorarmos nossa alimentação!

Vejam a introdução:

Hoje comer virou uma coisa complicada – desnecessariamente,em minha opinião. Chegarei ao “desnecessariamente” já, já, mas considere antes a complexidade que acompanha agora a mais básica das atividades dos seres vivos. Muita gente já começa a depender de especialistas de um tipo ou de outro para saber como comer: médicos e livros de dieta, relatos da mídia sobre as últimas descobertas da ciência nutricional,recomendações do governo e pirâmides alimentares, informações nutricionais que proliferam nas embalagens dos alimentos. Talvez nem sempre consideremos os conselhos desses especialistas, mas estamos com sua voz na cabeça toda vez que pedimos um prato de um cardápio ou empurramos o carrinho no corredor do supermercado. Também temos na mente uma quantidade espantosa de termos de bioquímica.

Quão estranho é o fato de agora todo mundo estar pelo menos familiarizado com palavras como “antioxidante”, “gordura saturada”, “ácidos graxos ômega-3”, “carboidratos”, “polifenóis”, “ácido fólico”, “glúten” e “probióticos”! A ponto de, em vez dos alimentos, enxergarmos os nutrientes (bons ou maus) que eles contêm e, claro, as calorias – todas essas qualidades invisíveis da comida que, de acordo com um correto entendimento, supõe-se deterem o segredo da boa alimentação. Mas, apesar de toda a bagagem alimentar científica e pseudocientífica adquirida nos últimos anos, ainda não sabemos o que devemos comer.

Devemos nos preocupar mais com as gorduras ou com os carboidratos? E as gorduras “boas”? Ou os carboidratos “ruins”, como o xarope de milho com alto teor de frutose? Até que ponto devemos nos preocupar com o glúten? Como é a história dos adoçantes artificiais? É mesmo verdade que tal cereal matinal vai melhorar a concentração do meu filho na escola ou que aquele outro vai me proteger de um ataque do coração? E desde quando comer uma tigela de cereal passou a ser um procedimento terapêutico? Alguns anos atrás, quando me sentia tão confuso quanto todo mundo, propus a mim mesmo mergulhar de cabeça em uma questão simples: o que devo comer? O que realmente sabemos sobre os vínculos entre nossa dieta e nossa saúde?

Não sou nutricionista nem cientista – sou apenas um jornalista curioso, na expectativa de responder a uma pergunta objetiva que interessa a mim e a minha família. Em geral, quando embarco numa investigação dessas, logo fica evidente que as coisas são muito mais complicadas e ambíguas – muitos tons mais cinzentas – do que eu pensara no início. Dessa vez, foi diferente. Quanto mais eu me aprofundava no confuso e complicado emaranhado da ciência nutricional, e explorava as guerras de longa data entre as gorduras e os carboidratos, as discussões sobre as fi bras e os debates enfurecidos sobre os suplementos dietéticos, mais simples o quadro se tornava.

Aprendi que, de fato, a ciência sabe muito menos sobre nutrição do que se espera – na verdade, a ciência da nutrição é, para falar de modo condescendente, uma ciência muito jovem. Ela continua tentando entender exatamente o que acontece em nosso corpo quando tomamos um refrigerante, ou o que lá no âmago de uma cenoura a torna tão salutar para nós, ou por que cargas-d’água temos tantos neurônios – células cerebrais! – no estômago, com tantos outros lugares para elas. É um tema fascinante, e essa disciplina talvez um dia produza respostas defi nitivas às questões nutricionais que nos dizem respeito; contudo, como os próprios nutricionistas hão de dizer, eles ainda não chegaram lá. Nem perto.

A ciência da nutrição, que afinal tem menos de duzentos anos, encontra-se atualmente mais ou menos no estágio em que a cirurgia se encontrava em 1650 – muito promissora, e muito interessante de observar, mas você está pronto para se guiar pelos profissionais que atuam nessa área? Acho que eu esperaria um pouco. Ao mesmo tempo que aprendi muito sobre tudo o que não sabemos sobre nutrição, também aprendi algumas coisinhas muito importantes que de fato sabemos sobre alimentação e saúde. Era a isso que me referia quando disse que o quadro se torna mais simples à medida que a gente se aprofunda. Basicamente, há duas coisas importantes que precisamos saber sobre as ligações entre dieta e saúde, dois fatos que são ponto pacífico. Todas as partes rivais nas guerras da nutrição concordam no que diz respeito a eles.

E, ainda mais importante para nossos objetivos, esses fatos são tão concretos, que é possível construir uma dieta sensata com base neles. Ei-los:

(continua no próximo post...)