2 de jun de 2012

Regra número 2

NÃO COMA NADA QUE SUA AVÓ NÃO RECONHECERIA COMO COMIDA

Imagine sua avó (ou bisavó, dependendo da sua idade) a seu lado enquanto você empurra o carrinho do supermercado. Vocês estão em frente à gôndola de laticínios. Ela pega um pacote de tubos de iogurte GO-GURT, e não tem a menor idéia do que poderia ser aquele cilindro plástico de gel colorido e aromatizado. É comida ou pasta de dente? Hoje há nos supermercados milhares de produtos com algum ar de comida, que nossos ancestrais simplesmente não reconheceriam como comida.

As razões para evitar esses produtos alimentícios complicados são muitas, e vão além dos vários aditivos químicos e derivados de milho e de soja que eles contêm, ou dos plásticos em que normalmente são embalados, alguns provavelmente tóxicos. Hoje, os alimentos são processados de formas especificamente concebidas para nos fazer comprar e comer mais, pressionando nossos botões evolutivos – nossas preferências inatas por doces, gordura e sal. Esses sabores são difíceis de achar na natureza, mas são baratos e fáceis de desenvolver pelos cientistas de alimentos, o que faz com que o processamento de alimentos nos induza a consumir essas raridades muito mais do que o que seria saudável. A regra da avó nos ajuda a manter a maior parte desses itens fora do carrinho.

Nota: se a sua avó ou bisavó for péssima cozinheira ou péssima para comer, você pode substituí-la pela avó de alguém – uma siciliana ou uma francesa funcionam particularmente bem. Várias das regras seguintes refinam essa estratégia, ajudando-o a circular pela paisagem traiçoeira dos rótulos dos ingredientes. Aguarde as próximas regras!