4 de jul de 2012

Regra número 42

OLHE COM CETICISMO PARA OS ALIMENTOS NÃO TRADICIONAIS


A inovação é sempre interessante, mas quando se trata de comida, convém ter cautela com as novidades. Se as dietas são produtos de um processo evolutivo em que grupos de pessoas se adaptam a plantas, animais e fungos que determinado local tem a oferecer, então um alimento novo ou uma inovação culinária se assemelha a uma mutação: poderia representar um avanço evolutivo, mas é bastante provável que não represente. Os produtos de soja ilustram bem isso.

Há várias gerações, as pessoas comem soja na forma de tofu, molho de soja e tempeh*, mas hoje têm comido inovações como “proteína de soja isolada”, “isoflavonóides de soja”, “proteína texturizada de soja (PTS)” e óleos de soja parcialmente hidrogenados, e há controvérsias quanto a salubridade desses novos produtos alimentícios.

Como disse um cientista sênior da FDA: “ A convicção de que os produtos de soja são seguros claramente se baseia mais na crença que em dados concretos.” Até termos esses dados, provavelmente é melhor comer soja preparada à moda asiática tradicional que segundo as novas receitas idealizadas por cientistas da alimentação.

 *O tempeh é produzido por meio da fermentação controlada de grãos de soja aspergidos com um fungo medicinal natural da Indonésia (Rhizopus oligoporus). Durante o processo, os grãos de soja tornam-se uma massa branca compacta. Constitui um alimento forte, com sabor mais intenso que outros derivados de soja.