20 de nov de 2012

Conheça os grandes erros de quem faz dieta


Ignorar o açúcar dos alimentos:

Presente na maior parte dos alimentos, o açúcar é fonte de energia para o organismo. Mas, em excesso, acumula-se na forma de gordura e pode até aumentar o apetite. Ao consumir mais açúcar, seu corpo responde aumentando a produção de insulina. Só que, quando os níveis de insulina ficam altos, o cérebro entende que o sangue está com taxas muito baixas de açúcar e estimula a sensação de fome. Ler os rótulos para descobrir a quantidade de açúcar nos alimentos é fundamental e, caso você não encontre as quantidades de açúcar explicitadas na tabela nutricional, procure xarope de milho, melado, açúcar invertido, maltodextrina, dextrose, glucose, açúcar mascavo, frutose ou sacarose ou mel. Se existirem esses ingredientes, possivelmente eles representarão a maior parte dos carboidratos presentes no alimento. Chocolate ao leite, frutas cristalizadas, sucos de caixinha, barra de cereal e cereais matinais estão entre os alimentos do cotidiano com altos teores de açúcar.


Ler o rótulo sem interpretá-lo:

São cada vez mais comuns alimentos com chamadas tipo "zero gordura" ou "rico em fibras", mas a informação quer dizer pouco se não for comparada aos outros pontos indicados na tabela nutricional. Isso não é suficiente para saber se aquele alimento está livre de calorias, gorduras ou açúcar, por exemplo. Portanto, nunca se esqueça de conferir os rótulos e pensar se aquele alimento é mesmo o mais indicado para a sua meta de emagrecimento. Ainda há o risco de que a indicação nos rótulos seja referente a uma porção, ou seja, extrapolando esta cota, a promessa do rótulo já fica para trás.

Achar que o produto diet ou light é melhor:

Alimentos diet geralmente são isentos de açúcar, proteínas ou gorduras. Normalmente indicado para portadores de doenças metabólicas, como diabetes, os alimentos diet podem ter valor calórico maior e nem sempre são úteis para perda de peso. O mesmo vale para os alimentos light, que possuem uma redução de calorias, açúcares, gorduras, sódio ou outro nutriente em relação ao produto original. No entanto, a redução calórica pode ser muito pequena e o sabor pode ser compensado aumentando a quantidade de outros pontos da composição.

Não retirar a capa de gordura das carnes:

Você pode até escolher a carne vermelha mais magra, como filé mignon ou maminha, mas a obrigação de retirar a gordura dos bifes permanece. A gordura saturada existente na carne pode prejudicar a dieta, pois seu valor energético é maior até que o da própria proteína da carne.


Ingerir calorias "não proclamadas":

Quem nunca caiu na inocência de beliscar um doce ou salgadinho do amigo e sequer considerar essa escapada na contagem de calorias do dia? Cada mordida em uma bolacha ou salgado frito pode adicionar muitas calorias extras à dieta. Além disso, como as beliscadas são geralmente em alimentos ricos em carboidratos refinados, uma mordida pode estimular a vontade de comer mais, atrapalhando o emagrecimento. Por isso, evite ao máximo os lanches fora de hora e invista em frutas e outros alimentos de baixa caloria para consumir como lanche entre as refeições.

Ignorar as calorias dos condimentos:

Não adianta pedir o cachorro quente com salsicha light e pão integral, mas encher o sanduíche de catchup e mostarda, ou comer uma sopa de legumes e cobrir a tigela com queijo parmesão e croutons. Os condimentos e outros acompanhantes da refeição podem acrescentar muitas calorias ao prato, além de conter sódio, conservantes e aromatizantes, substâncias que prejudicam a saúde e a dieta. Segundo as nutricionistas, o ideal é evitar ou acrescentar o mínimo possível desses acompanhamentos ao seu prato.

Esperar sentir fome para comer:

Fazer as refeições com o apetite aberto é uma cilada. Primeiro você monta um prato com mais quantidade do que comeria se houvesse um controle de horário, segundo a escolha desses alimentos tende a não obedecer as regras de uma dieta saudável. Com fome, fica mais difícil selecionar suas opções e os grupos alimentares acabam se repetindo. Misturar batata com arroz (ambos carboidratos) ou carne com ovos (duas fontes de proteínas), por exemplo, são erros comuns.

Cortar carboidratos:

Uma dieta sem carboidratos tira a energia, acaba com o seu humor e destrói a motivação - inclusive para continuar firme no plano de emagrecer. Os carboidratos são a principal fonte de energia para a realização dos processos vitais do organismo e não devem ser substituídos por proteína ou gordura, sob risco de causar danos à saúde. Em vez de cortar o pão ou os biscoitos, prefira as opções com grãos integrais, que matam a fome e prolongam a saciedade.

Comer sempre a mesma coisa:

A dieta ideal consiste no equilíbrio de alimentos que contenham quantidades ideais de carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, vitaminas e minerais. Por conta disso, é necessário manter o cardápio sempre variado, para atender as demandas que o nosso organismo necessita para manter a saúde e ter longevidade com qualidade de vida. Se você nunca varia as refeições, além de deixar seu organismo carente de nutrientes, corre o risco de enjoar facilmente do cardápio e abandonar o controle de calorias mais facilmente.