11 de mai de 2013

Novidades sobre o Câncer de Tireóide


A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço logo abaixo do "pomo de adão" que regula a função de vários órgãos importantes como coração, o cérebro, o fígado e os rins, garantindo o equilíbrio do organismo. É uma das maiores glândulas do corpo podendo pesar até 25 gramas. 

Seus hormônios atuam diretamente no crescimento e desenvolvimento na infância e adolescência, na regulação do ciclo menstrual, na fertilidade, na memória, concentração, no humor, no controle emocional e no peso. 

O câncer de tireoide ficou em 2012 entre os cinco primeiros colocados no ranking dos tumores mais comuns entre as mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o INCA, no Rio de Janeiro. Isso não significa necessariamente que a incidência tenha aumentado e sim que agora as mulheres estão fazendo mais exames, o que ajuda no diagnóstico.



A Universidade da Islândia, publicou um trabalho que associa baixos níveis do hormônio TSH, regulador da tireoide, ao aumento do risco de desenvolvimento de nódulos malignos na glândula. Os cientistas escandinavos analisaram o material genético de um grande grupo de islandeses e concluíram que os que possuíam certos cromossomos estavam até 30% mais suscetíveis a desenvolver o câncer de tireoide. E esses mesmos cromossomos eram ligados a deficiência do TSH. O estudo é controverso. O que se sabia, na verdade, até agora era o oposto, que indivíduos com excesso do TSH apresentariam mais câncer por terem uma carga extra de hormônios da tireoide. Ainda é cedo para fazer a associação entre o TSH baixo e câncer de tireoide, são necessários mais estudos. 

Um outro estudo aponta mais uma vez para a influência do estilo de vida no crescimento de células cancerosas. Esse estudo, pela primeira vez, associou um estilo de vida repleto de maus hábitos aos tumores especificamente da tireoide. Foi realizado por um grupo de cientistas chineses do Hospital de Mianyang. Eles publicaram esse estudo no importante periódico Endocrine Related Câncer mostrando que os pacientes com câncer de tireoide apresentavam altos índices de radicais livres no organismo.

Os radicais livres são moléculas instáveis, que precisam dos lipídios e das proteínas das células para se estabilizarem. O principal problema é que, quando eles agridem demais a célula, podem alterar seu DNA e provocar uma multiplicação desordenada. E é isso que pode levar ao câncer. É impossível impedir o corpo de produzir radicais livres, mas é possível limitar o excesso deles. Substâncias antioxidantes impedem que os radicais livres danifiquem as células. O problema é que não as produzimos naturalmente,então precisamos consumir suas fontes. Além da alimentação, medidas como eliminar o excesso de peso e reduzir a exposição desprotegida ao sol também diminuem a produção de radicais livres. O trabalho chinês denuncia o excesso de radicais livres como um fator de risco para tumores na tireoide.  

Se não há histórico ou sintomas, o monitoramento da tireoide deve começar aos 40 anos. A partir daí, a cada cinco anos solicita-se um exame que mede o TSH e faz-se um exame clínico para verificar se há nódulos na tireoide. O autoexame ajuda a perceber se há caroços na região. Para realizá-lo, basta posicionar-se em frente ao espelho, inclinar a cabeça levemente para trás de modo a enxergar melhor o pescoço e, ao mesmo tempo, tomar um gole d’água. Enquanto você engole, a glândula vai subir e descer, e nesse momento, deve-se observar se há gânglios. Mas a presença de uma saliência não é motivo de pânico. Nem todos os nódulos são malignos, a grande maioria não é.

E se o temido diagnóstico de câncer se confirmar, as perspectivas de vencer o mal são boas. Os tumores de tireoide evoluem lentamente e os índices de cura são muito altos, mesmo quando há metástase. O tratamento é cirúrgico e também feito com iodo radioativo. 

(Fonte: www.endocrinonews.com)