13 de jun de 2013

Disbiose ou Síndrome do Intestino Irritável: duas condições ligadas à alimentação


Nosso intestino funciona como um filtro capaz de favorecer ou impedir a entrada de determinadas substâncias que podem ou não ser prejudiciais a nossa saúde. Se a parede do intestino está em bom estado, os nutrientes são bem absorvidos e as toxinas presentes nas fezes não conseguem penetrar na corrente sanguínea. Mas o contrário acontece quando suas paredes estão danificadas e a flora bacteriana está em desequilíbrio, facilitando o desenvolvimento de doenças.

Se a microbiota - conjunto de bactérias naturais do nosso corpo - estiver alterada, com bactérias maléficas em maior número, não é possível haver uma boa absorção de vitaminas e minerais, além de desencadear um desequilíbrio na absorção de energia dos alimentos, podendo resultar em sobrepeso e até mesmo obesidade, já que a saúde intestinal está totalmente ligada à normalidade da absorção energética diária. 


Além disso, nosso intestino abriga vários micro-organismos, um número bem alto e diversificado de colônias bacterianas que cuidam da nossa proteção, e o acúmulo de agressores ao intestino costuma provocar alterações importantes neste equilíbrio, resultando num aumento perigoso no número das bactérias nocivas e na redução das bactérias benéficas. 

Alguns exemplos de agressores são:

- Uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios;
- Antibioticoterapia indiscriminada;
- Laxantes e purgativos em excesso;
- Disfunções de fígado e pâncreas;
- Consumo excessivo de alimentos processados e poucos alimentos crus.

Quando aumento da permeabilidade e quebra no equilíbrio das bactérias intestinais estão presentes, ocorre a disbiose, um estado que favorece o aparecimento de inúmeras doenças e ganho de peso. 

A disbiose inibe a formação de vitaminas produzidas no intestino, como a B12, e permite o crescimento desordenado de fungos e bactérias capazes de afetar o funcionamento do organismo. Os sintomas do problema são muito comuns: prisão de ventre crônica, gases, cólicas e diarréias frequentes, sugerem a necessidade de se verificar o equilíbrio da flora intestinal.

A cândida, por exemplo, um fungo presente habitualmente em baixa quantidade no intestino, pode crescer em número e facilitar o aparecimento da fadiga crônica e da depressão. O tratamento é simples e realizado inicialmente com o ajuste da alimentação no que diz respeito ao consumo de fibras e líquidos, seguido da administração de probióticos, bacilos intestinais benéficos que restabelecem o equilíbrio, vencendo em número e qualidade os micro-organismos desencadeadores de doenças.

Já a Síndrome do Intestino Irritável é um distúrbio na motilidade intestinal caracterizado por uma série de alterações gastrointestinais crônicas, ou recorrentes e não associadas a nenhuma alteração bioquímica. A causa não é bem conhecida. Algumas pessoas experimentam sensações frequentes de desconforto abdominal, cólicas, diarréia, constipação (prisão de ventre) e aumento dos movimentos intestinais.

Certos alimentos são mal tolerados por quem apresenta a Síndrome do Intestino Irritável, como feijão, repolho, couve-flor, cebola crua, uva e ameixa. Vinho, cerveja e alimentos ou bebidas com cafeína também podem não ser tolerados. 

O hábito de fazer um diário alimentar ligando os sintomas com os alimentos ingeridos pode ser um instrumento bem útil na identificação do problema.

Uma dieta rica em fibras costuma ser ótima para aqueles que apresentam prisão de ventre, e o fato de melhorar o funcionamento intestinal pode diminuir a formação de gases excessivos, que também desencadeiam grande parte das dores. Em alguns casos, o uso de medicamento pode ser benéfico. 


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