7 de jul de 2013

Suor em excesso tem solução!

Quem sua muito sofre bastante com isso e enfrenta diversos constrangimentos. O excesso de suor é chamado de hiperidrose e atinge 1% da população. O excesso de suor pode ocorrer nas mãos, axilas, pés ou cabeça. As mãos chegam a pingar. É comum a pessoa com hiperidrose evitar o aperto de mão. Outros não conseguem escrever. Se o problema for nos pés, há dificuldade em usar chinelos, sandálias ou sapatos, que escorregam nos pés sempre úmidos. Quem tem o problema nas axilas muitas vezes leva roupa extra para o trabalho e troca quando ela fica exageradamente molhada. 



Existe um controle fino na regulagem do suor, que é relacionado ao ajuste da temperatura corporal, que precisa se manter entre 36 e 37°C para que as reações químicas necessárias à vida ocorram normalmente. Se a temperatura do corpo aumentar, nosso sistema nervoso entra em ação: manda mensagens que estimulam as glândulas secretoras do suor. O suor é produzido e enviado para a superfície da pele através dos poros. Conforme ele evapora, nossa temperatura cai. O responsável por esse ajuste é o sistema nervoso autônomo. Como o nome diz, ele funciona com independência, regulando outras funções importantes e fora do nosso controle, como os batimentos do coração ou a dilatação das pupilas.

Não se sabe por que algumas pessoas suam mais. Não se observa qualquer alteração no sistema nervoso ou nas glândulas produtoras de suor dessas pessoas. As glândulas são iguais às de quem não tem esse problema, têm o mesmo tamanho, o mesmo número e estão onde deveriam estar. O que se sabe é que o estresse e o nervosismo agravam o problema. E parece irônico, mas o próprio medo de suar aumenta o suor.


Excluída a presença de doenças que aumentem a sudorese, como o hipertireoidismo por exemplo, outras alterações hormonais ou doenças neurológicas, parte-se para o tratamento.

A primeira opção costuma ser com produtos de uso tópico à base de cloridróxido de alumínio, que ajudam nos casos mais leves. Após duas semanas de uso, a quantidade de suor já diminui.


Se o caso for mais severo, ou se não houver boa resposta ao tratamento tópico, uma excelente alternativa é a aplicação de toxina botulínica. O produto impede a comunicação entre o nervo e a glândula do suor. Sem receber estímulo do sistema nervoso, a glândula fica inativa. Usamos o produto para diminuir o suor das axilas, mãos e pés. O efeito dura aproximadamente 6 meses. Depois, repete-se a aplicação. 

Existem também cirurgias que ajudam a controlar o problema de modo mais definitivo. No caso das axilas, pode-se recorrer a uma remoção das glândulas de suor, através de uma cirurgia que se parece muito com a lipoaspiração. Cânulas finas aspiram e removem as glândulas. Os casos de hiperidrose nas palmas das mãos e nas axilas também têm outra opção cirúrgica: a simpatectomia endoscópica. Essa cirurgia danifica o caminho por onde o impulso nervoso é conduzido antes de chegar às glândulas, o seu destino final. O tratamento é feito por uma equipe que inclui um cirurgião torácico e um cirurgião vascular. O problema desse tratamento é que os pacientes compensam a diminuição de suor nas palmas e axilas suando mais nas costas e barriga.

Existem ainda outros tratamentos, como a iontoforese. Nela, coloca-se a área afetada imersa em um aparelho contendo água. O aparelho emite uma leve corrente elétrica. As sessões de tratamento duram meia hora, e devem ser diárias até que o suor diminua, o que pode levar até dois meses. Depois, as sessões vão se espaçado até chegar a uma ou duas vezes por semana, no período de manutenção.

Também existe tratamento à base de medicamentos por via oral, que prejudicam a comunicação entre o nervo e a glândula. São chamados de anticolinérgicos. Esse tipo de medicamento tem vários efeitos colaterais, como boca seca, visão turva, constipação e retenção urinária. Por isso, raramente é indicado.Além do tratamento, é importante que o paciente preste atenção no emocional, procurando ajuda especializada. Muitas pessoas melhoram a hiperidrose tomando antidepressivos ou ansiolíticos.

Ainda que alguns dos tratamentos apresentem efeitos colaterais, outros são simples e eficientes. Então faça uma consulta ao seu médico e você verá o resultado: menos suor na sua vida.

(fonte: veja.abril.com.br)

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