5 de set de 2013

Hormônios X Peso X Dieta...como um influencia o outro?

Tanto nos homens quanto nas mulheres, quantidades excessivas de estrogênio levam ao acúmulo de gordura corporal. 

Alguns dos alimentos naturalmente ricos no chamado “hormônio vegetal feminino” têm efeitos semelhantes aos causados pelo estrógeno do nosso organismo. Eles contêm em sua estrutura moléculas com formato e atividade similar ao estrogênio, conhecidas por fitoestrógenos. Alguns desses compostos são a isoflavona da soja e a lignina da linhaça em grão, presente em maior concentração na linhaça dourada.

Na agricultura, a existência de estrógenos vegetais foi detectada em 1920 e desde então mais de 2 mil tipos têm sido encontrados, sendo que alguns apresentam potente atividade estrogênica. 

Verificou-se que o uso de estrogênios sintéticos em plantas promove a floração e inibe o crescimento da raiz, enquanto a utilização de derivados sintéticos de testosterona favorece o crescimento da raiz, a polinização e a germinação.

O grande problema é o desequilíbrio entre a quantidade destes dois compostos na nossa alimentação, que pende para um consumo exagerado de substâncias estrogênicas.

Os animais que comemos têm sido amplamente feminilizados pelas plantas que consomem – e que, por sua vez, também são consumidas por nós – lotadas de adubos e agentes químicos predominantemente femininos.

Além disto, verifica-se que a poluição, alguns cosméticos e produtos de limpeza trazem consigo o chamado estrogênio ambiental. “Estamos expostos a 15 vezes mais estrogênio do que estávamos há cem anos. Isso dificulta a perda de peso”, diz o americano Ori Hofmekler, autor do livro “A Dieta Antiestrogênica”.

Diante disto, como combater ou amenizar tais efeitos em nosso organismo?

Pesquisas em laboratório analisaram diferentes tipos de alimentos e descobriram suas propriedades específicas, elaborando então a famosa dieta antiestrogênica, aplicada principalmente a pacientes com alto percentual de gordura.


Certos alimentos têm mostrado grande eficácia no aumento de testosterona. Os fitoandrógenos, hormônios vegetais masculinos presentes nestes alimentos, atingem concentrações máximas durante a polinização e caem rapidamente em seguida.

Algumas substâncias têm demonstrado a capacidade de equilibrar estrogênio no organismo por inibir sua formação ou pela modulação do metabolismo. Estas se encontram em brócolis, couves, óleos ricos em ômega-3, nozes e sementes (a gordura insaturada presente em altas concentrações nas oleaginosas auxilia na formação de progesterona, que por sua vez neutraliza o estrógeno), açafrão (pela presença do composto curcumina), alho e cebola (ricos nos compostos alicina e quercetina), laranja, salsão, ginseng, pólen de abelha, frutas vermelhas e todos os verdes.


Outras substâncias demonstraram inibir o estrógeno por meio do bloqueio da enzima aromatase. Estas incluem flavonóides do maracujá, apigenina e crisina da camomila e indóis do repolho.

Existe também uma co-relação positiva entre a saúde dos rins e do fígado e a atividade da testosterona. Os níveis de testosterona livre caem quando o fígado está carregado com toxinas, pois elas promovem um processo que desativa a testosterona livre causando sua ligação com as chamadas globulinas ligantes do hormônio sexual (SHBG).

Além disto, as toxinas aumentam os nossos níveis de estrogênio e cortisol, o que também acelera o envelhecimento e o estresse.


Alimentos como couve, agrião, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor, nabo e brócolis (conhecidos como vegetais crucíferos), têm a capacidade de promover uma limpeza hepática, “varrendo” certas toxinas do nosso organismo. Tudo isto graças à presença de enxofre e glicosinolatos. Estes últimos, por sua vez, previnem também o câncer de próstata, segundo estudos feitos pelo pesquisador Richard B. Hayes, do Instituto Nacional do Câncer nos EUA. 

O consumo destes vegetais é uma estratégia eficiente para manter sua saúde hepática em dia.

Mais uma vez os alimentos assumem papel medicinal, colaborando para a prevenção de diversas patologias e para o equilíbrio hormonal. 

A dieta anti-estrogênica constitui um exemplo de como, diante de tantos estudos na área da nutriterapia, hoje temos a opção de moldar nosso cardápio conforme nossas necessidades específicas de saúde e bem-estar.

Se quer saber mais sobre o assunto leia o livro "A Dieta Antiestrogênica" de Ori Hofmekler.


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