27 de set de 2013

O cara que ensinou que cozinhar e comer comida saudável é fácil...

Mark Bittman, cozinheiro e colunista do jornal “The New York Times” teve como missão em sua coluna durante 13 anos provar que seguir uma receita ou executar um prato é bem menos complicado do que se imagina e não requer nenhum talento especial. A coluna tinha o nome de "O Minimalista".

Sua coluna foi criada em 1997 para substituir a “60-Minute Gourmet”, que falava sobre culinária francesa, e tinha como meta tornar a cozinha mais acessível. Seu trabalho resultou em 700 colunas, diversos livros e vídeos listados entre os mais vistos na página online do jornal norte-americano, além de uma popularidade impressionante.



Apesar do sucesso, Bittman “aposentou” seu alterego e escreveu sua última coluna no jornal em janeiro de 2011.

Porém Mark Bittman não abandonou a gastronomia. Autor de vários livros sobre o tema, ele também mantém um site (markbittman.com) onde fala sobre o assunto. 

Três obras assinadas por ele podem ser encontradas por aqui: “How To Cook Everything” (“Como Cozinhar Qualquer Coisa”), da editora Wiley, com mais duas mil receitas práticas de se copiar; “Fish”, da editora John Wiley & Sons, que agrupa os tipos de peixes encontrados nos Estados Unidos e diversos pratos para serem feitos com eles; e “Food Matters”, editora Simon e Schuster, obra que já traz amadurecidas as ideias do chef sobre alimentação saudável. 

A sua coluna contribuiu muito para mudar a maneira de pensar sobre alimentação. Depois de “O Minimalista” ficou difícil arranjar uma boa desculpa para se jogar nos nuggets ou dizer que não leva jeito com as panelas. 

Com o passar do tempo, Bittman percebeu não só mudanças em sua maneira de cozinhar como também em sua própria forma de se relacionar com a comida. Carnes vermelhas e até salmão, considerado um ingrediente nobre, foram sumindo de suas receitas para dar lugar a criações inspiradoras feitas com legumes, soja e temperos. 

Entre os campeões de audiência do “Minimalista”, listados por ele mesmo, estão o espaguete com ovos fritos, cujo preparo demora 20 minutos, o pudim de chocolate com tofu e o pão sem sova. Mas a seleção é vasta e muitos dos textos/programas mais comentados simplesmente mostravam como fazer um azeite temperado ou como usar utensílios básicos.

Talvez tenha sido mesmo essa despretensão na hora de lidar com a comida – e não somente as receitas bem sacadas – o real motivo para Mark Bittman ter se tornado referência gastronômica em um país no qual a relação com os alimentos é tão conturbada. 


Apesar de já ter aparecido ao lado de Jamie Oliver em seus vídeos para o jornal e ter cozinhado com chefs de famosos restaurantes mundo afora, o colunista manteve seu foco na simplicidade, rechaçando sempre que podia a mística em torno da “arte de cozinhar”.

Mesmo quando recebia críticas por adaptar pratos típicos de outros países a ingredientes norte-americanos como ketchup e vegetais congelados, por exemplo, se manteve fiel à ideia de provar ser possível comer melhor sem tanto esforço: “Minha crescente convicção de que a dieta americana, fortemente lastreada na carne, e nossa dependência de alimentos processados são prejudiciais não só à nossa saúde, mas à do planeta, teve impacto em minha vida e em minha coluna”, escreveu ele em seu texto de despedida. 

(fonte: www.colheradacultural.com.br)

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