4 de abr de 2014

Aula de Neopilates queima até 500 calorias por hora!

Dois pedaços de pano pendurados no teto são usados pelo praticante para que ele se equilibre e faça uma série de evoluções capazes de deixar os expectadores de boca aberta. À primeira vista, os movimentos parecem impossíveis de serem realizados por pessoas que não façam parte de uma trupe circense. Puro engano.

As acrobacias de fato exigem força e resistência muscular, mas os professores desse tipo de atividade, que deixaram os picadeiros e invadiram as academias, garantem que todo mundo é capaz de realizá-las. E isso vale, inclusive, para as crianças. “Elas podem começar a aprender os movimentos básicos a partir dos 3 anos”, diz Priscila Vasconcelos, instrutora da modalidade na Academia Bodytech, com unidades espalhadas pelo país. “Tenho uma turminha com quatros anos, em média, que faz coisas incríveis”, conta. 


Quem se aventura nos tecidos, além de se divertir muito, conta com uma lista de benefícios pra lá de atraente. “A prática trabalha todos os grupos musculares, mas o abdômen, as costas e os braços são especialmente exigidos”, conta Priscila. Ela também melhora o equilíbrio, combate o estresse e queima várias calorias – o gasto em uma aula avançada chega a 500. A postura também sai ganhando, já que é preciso ficar o tempo todo com o tronco ereto e o core – região que compreende a área do abdômen, da lombar e dos quadris – contraído para equilibrar o corpo e realizar as acrobacias.
Por isso, as aulas são uma ótima opção para quem quer malhar, mas não gosta da ideia de suar a camisa na esteira ou encarar um treino de musculação. Depois de três meses já é possível notar bastante evolução nos movimentos e uma boa mudança na silhueta. 
Apenas quem tem algum problema nos ombros, cotovelos ou punhos deve optar por outro tipo de atividade física. “Essas partes do corpo são muito exigidas durante os exercícios e, por isso, o quadro pode se agravar”, diz Priscila. “De resto não há contraindicações.”
O fato das acrobacias serem realizadas no ar não coloca os alunos em risco. “Eles aprendem a fazer os movimentos de maneira segura e, diante de qualquer problema, o tecido funciona como um apoio e a pessoa instintivamente se segura nele”, conta Priscila.
Mas é claro que as manobras mais evoluídas são feitas apenas pela turma que já está bem preparada para realizá-las. “Oferecemos essa aula na academia há cerca de 10 anos e nunca houve um acidente”, afirma a professora. Mas é imprescindível que o local tenha uma boa estrutura e ofereça segurança para a prática dessa atividade. 


Exercícios
A professora de tecido Priscila Vasconcelos, da Academia Bodytech, ensina alguns movimentos básicos da aula de tecido acrobático. Confira a seguir.
Subida básica
O praticante enrola o tecido em um dos pés de fora para dentro, dando apenas uma volta. O outro pé é posicionado sobre ele. O que está por baixo vai deslizando pelo tecido, servido de apoio para o outro, até que a pessoa chegue à altura que deseja. As mãos são usadas para segurar o pano e o corpo ajuda a dar impulso.
 
Trava de pé
Depois de chegar à altura que deseja usando a subida básica, o praticante pisa no tecido com o pé que estava por cima, empurrando-o para o lado. Em seguida, ele é usado para dar uma volta com o pano por cima e outra por baixo do pé oposto, fazendo com que a pessoa fique presa e permitindo que ela movimente o resto do corpo para fazer as evoluções.
Enrolado de três
O praticante separa os dois pedaços de tecido e posiciona o corpo entre eles. Em seguida, enrola cada um dos pés em um dos lados do tecido três vezes, simultaneamente. O corpo é usado para ajudar a realizar o movimento.   

Chave e cintura
O praticante posiciona o corpo na lateral do tecido. Então, faz um movimento de tesoura com as pernas, passando o pano entre elas e, em seguida, em volta da cintura. A força das pernas é usada para segurar o tecido que está entre elas e isso faz com que o corpo da pessoa fique preso e ela possa realizar as acrobacias com o tronco e os membros.
Esquadro aberto
O primeiro passo é enrolar cada um dos lados do tecido em uma das pernas. Então, o praticante joga o corpo para trás e fica de ponta cabeça. Nessa posição, cruza os dois pedaços de tecido nas costas e, em seguida, na frente do corpo, torcendo-o. Para finalizar, gira o corpo e termina o movimento em pé, com o tecido preso à cintura. 

(fonte: saude.terra.com.br)

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