11 de jul de 2014

Fotoproteção Oral: combatendo manchas e envelhecimento da pele de dentro pra fora!



Foi-se o tempo em que proteção solar era algo para se pensar somente no dia de ir à praia ou à piscina. Hoje a palavra de ordem é usá-la todos os dias, mesmo para quem fica em ambientes fechados, já que a radiação artificial, proveniente de lâmpadas e equipamentos eletrônicos, também pode prejudicar a pele.


O dermatologista Sergio Schalka, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, conta que a nova legislação brasileira sobre protetores solares, que vigora desde julho de 2012, alterou a classificação deste produto, adicionando normas para proteção contra radiação UVA, proibindo produtos com FPS abaixo de 6 ou com termos do tipo bloqueador solar.
Completando este ciclo, pesquisadores e cientistas descobrem, a cada dia, mais maneiras de evitar problemas relacionados à exposição à luz solar. A fotoproteção oral, uma pílula que você consome, é um desses inventos, mas protege a pele de um jeito diferente.

Como age o fotoprotetor oral?
Diferente do protetor solar tópico, que contêm substâncias que refletem ou absorvem a radiação solar, a fotoproteção oral combate os efeitos da luz solar na pele. A dermatologista Flávia Addor, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que este produto previne e corrige os danos da exposição solar através da neutralização dos radicais livres relacionados à agressão da pele pela luz. Uma vez que a luz do sol atinge a pele, os radicais livres são liberados e desencadeiam uma série de reações que comprometem o funcionamento das células. Com o desgaste contínuo, estas células vão perdendo a capacidade de se defender e deixam de se multiplicar corretamente, o resultado são manchas, flacidez e até câncer de pele.

A fotoproteção oral substitui o protetor solar tópico?
Não, ela é adjuvante na proteção da pele. Dr. Sergio Schalka, um estudioso do assunto, alerta que um fotoprotetor oral jamais pode substituir um de uso tópico. "Ele é um adjuvante no tratamento, porque não bloqueia a radiação, somente combate os efeitos da mesma depois de atingir a pele. Por isso, o produto de via oral não pode ser usado isoladamente, ele deve ser um aliado com o de uso tópico."

Quais são as substâncias responsáveis pela fotoproteção?
"Os ativos para fotoproteção oral são recentes, com especial destaque para o Polypodium leucotomos, o Picnogenol e os nutricosméticos ricos em carotenos", elenca Sérgio Schalka. Ele esclarece ainda que não existe uma substância, por via oral, que seja mais indicada para esta finalidade.

Com que frequência deve ser tomado o fotoprotetor oral?
A dermatologista Flavia Addor explica que a frequência com que é tomado o fotoprotetor oral varia conforme a marca, por isso, o indicado é sempre seguir as recomendações da bula, uma vez que cada fotoprotetor tem uma fórmula. No entanto, o consumo recomendado constuma ser de uma cápsula por dia.

Ele pode ser comprado sem receita?
Dá para comprar os fotoprotetores orais sem receita, mas o ideal é que um médico sempre seja consultado antes. Sergio Schalka conta que a escolha do principio ativo dependerá da condição clínica e da necessidade do paciente, e do tipo de tratamento ao qual ele está sendo submetido. A dose também deve ser decidida em consultório, junto com o médico.
(Fonte: www.sbcd.org.br)

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